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Quais lições nos deixa o filme De Volta para o Futuro?

Sempre  que eu penso em um filme de viagem no tempo eu lembro do De Volta para o Futuro. O primeiro filme da trilogia foi lançado em 1985, no qual viajaram trinta anos para o passado, na sequência foi feito o segundo, em que viajaram para o futuro e o terceiro foi aquele em que viajaram para o século passado. Vamos focar no primeiro filme, principalmente no personagem George McFly, o pai do protagonista Marty McFly.

George sempre foi um pai inseguro, trabalhava em seu emprego medíocre e era subjugado pelo chefe e por todas as pessoas que o rodeavam. Por ele ser assim, também influenciou seus três filhos a também agirem da mesma forma, não acreditando em suas potencialidades e tornando-se pessoas medíocres. Seu filho Marty ficava muito incomodado com essa situação, pois o pai nunca seria um homem brilhante ou destacado nem na família, nem como profissional.

Mas o que marcou George, o que o fez agir de forma tão submissa?

Quando Marty voltou no tempo com o DeLorean, deparou-se com seu pai jovem. O que ele não sabia é que algo muito importante estava prestes a acontecer: ele foi atropelado no lugar de seu pai, na oportunidade em que este conheceria sua mãe. Em virtude disso, ele precisou criar um plano para que seu pai conhecesse sua mãe e ele pudesse nascer no futuro…

A partir desta necessidade, ele conheceu as famílias de cada um, os amigos, a escola, a rotina de uma época completamente diferente da sua. E conheceu a personalidade de sua mãe e de seu pai.

George era um jovem tímido, isolado e que não acreditava em si mesmo. O seu hobby era escrever histórias de ficção científica. No entanto, ele se negava a mostrá-las a quem quer que fosse. Ele tinha medo de que as pessoas não gostassem das histórias ou desaprovassem ele como pessoa. Ele falava “E se não gostarem de minhas histórias? O que vão pensar de mim?”.

Ele ainda tinha medo de chegar perto do grande amor de sua vida, a querida Lorraine. Se não tinha coragem nem de encarar nos olhos a bela moça, como iria convidá-la para o baile da primavera?

Quantas pessoas conhecemos que são assim? Têm grandes dons, muitas oportunidades e não conseguem sair do lugar, sentindo-se com os pés presos no chão, como se fossem raízes? Quantas chances perdidas, quantas lamentações: “Eu poderia ter falado. Eu poderia ter agido. Mas simplesmente não fiz.”

O grande problema do ser humano é sonhar e não agir. Criar uma grande expectativa que é frustrada pelo simples fato de não fazer nada: não criar um plano de ação, não fazer o que precisa ser feito. E o grande vilão é não acreditar em suas próprias capacidades.

George não acreditava nele mesmo e quase que seu futuro, sua família e seus sonhos foram desviados para um buraco negro e engolidos com toda a sua força… Por ele se encolher e não agir. Justo com uma concorrência que aconteceu sem querer quando o seu filho Marty foi atropelado em seu lugar, na frente da casa de sua amada.

E Marty precisou fazer um esforço gigantesco para convencer seu pai a agir. Ele convidou a bela moça para o baile e combinou com George para que ele salvasse-a das garras do pseudo-abusador Marty. Mas não deu certo, pois a trama foi desviada quando seu eterno antagonista, o truculento Biff Tannen, entrou a força para dentro do carro. Como George acreditava que iria fingir bater no Marty, abriu a porta do carro e levou um baita susto ao se deparar com Biff. Levou um sacode do valentão, que derrubou no chão a sua amada e prendeu-o pelo braço.

Esse abuso contra a indefesa moça gerou uma grande força interior em George, que partiu para cima do grandalhão, dando-lhe um belo soco, nocauteando Biff. Este fato gerou uma grande gratidão por parte da moça, que se converteu imediatamente em paixão.

Quantas vezes um fato emocional nos faz tomarmos decisões que mudam completamente a percepção de nós mesmos e do mundo ao nosso redor? Esse episódio gerou uma grande força interior em George, provando que ele, um moço magrelo, fraco e insignificante, pode ser alguém forte, importante e vencedor. Ele ganhou do grandalhão da escola. Ele poderia conquistar qualquer coisa. O mundo estava a seus pés!

E o que aconteceu quando Marty voltou para o futuro? Encontrou seus pais, um casal feliz, unido e realizado. George já tinha escrito vários livros de sucesso, morava em uma bela casa, tinha ótimos carros e uma família maravilhosa. Foi exemplo para os filhos, que eram agora também pessoas de bem e de sucesso.

Como uma decisão, uma atitude, pode mudar completamente a vida de uma pessoa? Como uma nova crença pode fortalecer um ser humano mudando sua vida e sua história?

Como diz o Dr. Emmet Brown, “O futuro ainda não foi escrito”. Podemos nos desconstruir e reconstruir todos os dias, basta acreditarmos em nós mesmos.

Cena do filme: https://www.youtube.com/watch?time_continue=190&v=QzklMXES1BU

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